Com um percurso artístico de 98 anos, Louise Bourgeois dizia ser a arte o ato de lançar suas dores para o mundo.
Quando começou a criar, ela lidou com o medo de cair. Depois, sua arte foi saber cair sem se machucar, para, finalmente, explorar a arte de se manter no ar.
Ao atirar-se por inteiro no fazer artístico, ela aprendeu a amortecer as quedas, descobrindo que a dureza pode ser substituída e os pesos abandonados por uma leveza que permitiu seu vôo alcançar novos rumos.
Viva querida Loulou!
filmes, performances, algo de artes plásticas, provavelmente instalações e também música. poesia.
artistas convidados: Ana Cristina Mendes, Bruno Kayapy, Euzébio Zloccowick, Fernanda Porto, Herbert Rolim, Maíra Ortins, Paulo Amoreira, Simone Barreto, Thaïs Dahas, Uirá dos Reis, Victor MacDowell.
organização: Ana Cristina Mendes, Fernanda Porto, Kiko Alves e Sylvia Souza.
Desgraçada Lebre: Louise Bourgeois
dia 19 de agosto (qui), às 19h
no Alpendre Casa de Arte (José Avelino, 495 - Praia de Iracema)
info: (85)8757-5235 (Fernanda Porto)
entrada franca
A francesa
Louise Bourgeois (1911-2010) participou de diferentes correntes artísticas, primeiro nos Estados Unidos, sob a influência do surrealismo, e a partir dos anos 1960 da escultura em metal, realizando grandes instalações para tratar de sexualidade, família e sociedade.
Suas representações da maternidade sob a forma de aranhas são algumas de suas obras características, tanto que uma de suas peças mais conhecidas é a aranha gigante localizada no MAM, dentro do Parque Ibirapuera, em São Paulo.