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Os limites dos sentidos e os sentidos dos limites

O autor nos faz observar que criamos novas maneiras de ver, ouvir, sentir, lidar com o mundo.

Autor cearense Sérgio Sá lança livro em braile: "Feche os olhos para ver melhor". A publicação trata de como usar os sentidos e a intuição num texto calcado em suas experiências pessoais. Vale ver.
capa do livro
capa do livro
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Censo 2000, o Brasil tem 2,5 milhões de pessoas cegas ou com deficiência visual severa e este público tem extrema dificuldade em encontrar material de leitura.

Uma editora em São Paulo está colocando à disposição do leitor deficiente visual uma edição em Braille do livro de Sérgio Sá, Feche os olhos para ver melhor, já publicado em tinta. Neste livro, Sérgio fala como usar os sentidos e a intuição num texto calcado em suas experiências pessoais. O livro ajuda a todos na busca do equilíbrio pessoal e da autoestima.

autor Sérgio Sá
"Meu livro não é um manual para cegos ou só para videntes; escrevo para pessoas e exploro o universo dos outros sentidos; procuro mostrar como é possível ampliar canais de percepção que possam estar atrofiados pelo mundo das imagens". (Sérgio Sá)

Sérgio tem hoje 57 anos, nasceu cego em Fortaleza, CE. Já escreveu mais dois livros: "Fábrica de sons" (Globo) e "Ecos do amanhã" (Sá Editora). É músico (tecladista), compositor e arranjador (você deve conhecer algumas de suas músicas que foram sucesso em todo o país, como "Eu me rendo" e "O que é que há?" na voz de Fábio Jr., "Listen" e "Please, don't say goodbye", como Paul Bryan, "Sonhos de um palhaço", com vários interprétes).

"Feche os olhos para ver melhor" tem 200 páginas, em dois volumes, impresso na Fundação Dorina Nowill, custa 59,90 e publicado pela Sá Editora.

Esta iniciativa visa ampliar o universo da leitura tão restrito aos deficientes visuais no país: o custo do livro em Braille ainda é muito alto, a produção requer máquinas especializadas, papel de alta gramatura, baixas tiragem e limita-se, basicamente, aos didáticos e clássicos da literatura. Além disso, o processo de impressão tem suas peculiaridades, entre elas a necessidade do trabalho de revisores cegos, profissionais que conferem os textos letra por letra, com o tato.

Mais informações no site saeditora.com.br.

chamada

Alfabeto Braille : os pontos que aparecem em negro são impressos em relevo no papel; o deficiente visual “lê” com as pontas dos dedos.

19/07/2010

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