Início da Página:

Você está na Principal » vale ver

- Engenharia Erótica vem abalar e gerar reflexão. Prepare-se!


Menu de Acessibilidade:

Menu de Ferramentas:

Conteúdo da Página:

Engenharia Erótica vem abalar e gerar reflexão. Prepare-se!

Novo trabalho fecha a trilogia de Silvero Pereira, que pesquisa sobre a vida dos travestis no Ceará

Depois de “Uma Flor de Dama” e “Cabaré da Dama”, ENGENHARIA ERÓTICA: UMA FÁBRICA DE TRAVESTIS vem pra fechar a pesquisa de Silvero Pereira e sua equipe acerca do modo de vida das travestis no Ceará. Espetáculo provoca a reflexão sobre a sexualidade na sociedade contemporânea através da ambivalência do travesti. Em Junho.
elenco de Engenharia Erótica
elenco de Engenharia Erótica
Partindo da pesquisa realizada, pelo ator e diretor Silvero Pereira, iniciada em 2004, sobre o universo das travestis e transformistas e que resultou nos trabalhos UMA FLOR DE DAMA e CABARÉ DA DAMA, este novo processo fecha a trilogia tendo como referência o livro ENGENHARIA ERÓTICA: TRAVESTIS NO RIO DE JANEIRO, do fotógrafo e psicanalista Hugo Denizart, e relatos subtraídos de entrevistas realizadas com travestis e transformistas de diversas cidades do estado do Ceará.

Engenharia Erótica: Uma Fábrica de Travestis parte de uma pesquisa empírica e científica, para além do estereótipo e dos preconceitos, do modo de vida das travestis do nosso estado na preocupação de quebrar conceitos impostos pela sociedade tentando desmistificar sua relação com a marginalização e prostituição, lançando um olhar sobre a diferença entre história de vida e condição de vida.


FICHA TÉCNICA:

Realização: Fundação Parque de Formação Integral do Tapuio / Grupo Parque de Teatro
Produção: ATO
Texto Original: Hugo Denizart
Direção: Silvero Pereira
Elenco: Denis Lacerda (Deydiane Piaf), Diego Salvador (Yasmin Shirran), Jomar Carramanhos (Verônica Valentino) e Silvero Pereira (Gisele Almodóvar)
Atriz mãe (Vídeo): Joaquina Castro
Contra-regragem: Ítalo Lopes e André Heverson
Iluminação: Tomaz de Aquino
Cenografia: Silvero Pereira
Trilha Sonora: Fabio Vieira e O Grupo
Figurinos: Jomar Carramanhos, Ricardo Andrés Bessa, Noélio Mendes, Silvero Pereira, Denis Lacerda e Diego Salvador
Maquiagem: O Grupo
Maquiagem (divulgação): Assis Brito
Fotos: Levy Mota
Designer Gráfico: Andrei Bessa e Walmick Campos;
Técnica: Fabio Vieira, Tomaz de Aquino e Elano Chaves



Engenharia Erótica: Uma Fábrica de Travestis
dias 17 e 24 de junho (qui), sempre às 20h
no SESC SENAC Iracema (Rua Boris, 90-C – Praia de Iracema)
entrada: r$10 e r$20
info: (85)3452-2215 e producao@fabricadetravestis.com.br

saiba mais: fabricadetravestis.blogspot.com



PESQUISA:

Engenharia Erótica: Uma Fábrica de Travestis é o terceiro passo de uma pesquisa, pautada em atividades empíricas (entrevistas, observações e laboratórios) e científicas (livros e artigos), que busca entreabrir a cortina de silêncio do teatro do sonho, de aparência, que envolve as travestis.

A partir da montagem do espetáculo UMA FLOR DE DAMA (2004), livremente inspirado no conto DAMA DA NOITE, de Caio Fernando Abreu, e da experiência com CABARÉ DA DAMA (2008), o grupo sentiu uma enorme necessidade em procurar compreender ainda mais o mundo dessas pessoas para além do estereótipo e preconceitos. O espetáculo, que tem como referência o livro ENGENHARIA ERÓTICA: TRAVESTIS NO RIO DE JANEIRO, do psicanalista e fotógrafo Hugo Denizart, e relatos subtraídos de entrevistas realizadas com travestis cearenses, almeja realizar uma desconcertante reflexão sobre a sexualidade na sociedade contemporânea através da ambivalência do travesti que nos desconforta, ameaça e fascina.

Ao portarem um corpo onde se conjuga o feminino e o masculino ao mesmo tempo, com seus modos ousados, eles expõem a arbitrariedade de nossos arranjos sociais, questionando dicotomias e linearidades.

A busca por uma realização individual em cada transgênero passa necessariamente por práticas e técnicas corporais, que vão desde injeções de silicone até a reeducação dos hábitos e gestuais que representam a classificação dos gêneros.

O que se pretende refletir também é como essas práticas, que são extremamente dolorosas, aliam-se ao prazer e a elevação da auto-estima. Aqui a dor não é sentida apenas no trato social, no âmbito das vivências afetivo-emocionais, mas também é sentida e vivida através da reconstrução e do que este prazer é absorvido pelo desejo que este corpo modificado possa incitar no outro. O desejo da travesti perpassa o desejo do outro.


ENTIDADES PARCEIRAS:

ATRAC – ASSOCIAÇÃO DAS TRAVESTIS DO CEARÁ

GRAB – GRUPO DE RESISTÊNCIA ASA BRANCA

GALOSC - Grupo de Apoio à Livre Orientação Sexual do Cariri

GRFM - GRUPO DE REISTÊNCIA FLOR DO MANDACARÚ



FRASES MARCANTES:

“Somos pessoas que suportam a proximidade da morte e que perseguimos nosso destino como guerreiras carnais que somos”

“Só sabemos que estamos partindo num automóvel. Nunca sabemos se vamos voltar”

“Muitas pessoas dizem que somos um erro da natureza”

“A travesti é uma mulher de pau! Somos as mulheres do futuro!”

“Quando a gente tem alguma coisa todo mundo de trata na palma da mão. Agora, quando não tem nada, é fodida”

“Talvez eu não esteja viva quando uma trava entrar num restaurante e ser tratada como uma dama. Mas estou lutando por isso”

“O pior e que tem gente que acha que somos animais. A gente é muito humano e humano carente!”


“A travesti não quer ser mulher. O que importa é a dualidade, a capacidade de ser os dois ao mesmo tempo”

“Todos os dias acordo e penso: Meu Deus! Mais um dia de batalha, mais um dia pra vencer os olhares nas ruas, pra vencer o preconceito”



13/04/2010

Imprimir texto Enviar esse texto por e-mail

Últimas

Imagens

chamadaelenco de Engenharia Erótica

Selo de funcionalidades

As notícias deste site são veiculadas através de um canal rss! O que é isso?

Menu de Acessibilidade:

Fim da página