“Redimunho”
Data: dias 24 e 25 de setembro de 2009
Local: Teatro Sesc Senac Iracema
Horário: quinta e sexta, às 20h
Entrada franca
Classificação etária: 16 anos
Duração: 50 minutos
O sertão não se limita ao espaço geográfico. Ele simboliza o próprio universo. É no meio da mata que a vida ganha seu devido lugar; é no meio do arbusto seco que os seres dançam, abóiam, se olham e rezam, como num pacto silencioso de se servirem e se amarem, um amor de testa franzida em textura de couro... o homem cru na sua realidade diária. Nesse sertão-mundo, o sertanejo não é tão somente o indivíduo de uma região e de uma época específicas, mas o homem universal se defrontando com problemas eternos: o bem e o mal; o amor; a violência; a resignação; a existência ou não de Deus e do Diabo. Esse regionalismo universalista é o que expressa o grupo Estado Dramático em “Redimunho”, espetáculo que leva para o palco o universo mítico do cotidiano sertanejo, enfatizado na figura do boi, do vaqueiro, da mulher e da cobra, e suas relações de fé, necessidade, amor, repulsa, poder, morte, ressurreição.
Desde 2003, o grupo Estado Dramático alicerça sua pesquisa nas manifestações populares do País, experimentando essas expressões culturais como códigos para o desenvolvimento de uma linguagem cênica própria. Alinhado a esta investigação, foram introduzidos em “Redimunho” trechos das obras de Guimarães Rosa, “Grande Sertão: Veredas” e “Sagarana”. A escolha de Rosa na construção do espetáculo é fundamental, pois o sertão de Guimarães é uma realidade geográfica, social, política, e também, uma realidade psicológica e metafísica. Está presente ainda na linguagem cênica de “Redimunho” trechos de “Missão de Pesquisas Folclóricas”, de Mario de Andrade.
Ficha técnica:
Direção, concepção e roteiro: Maurício Assunção
Interpretes: Maurício Assunção e Patrícia Caetano
Assessoria Cênica: Rino Carvalho
Produção executiva: Priscila Sodré
Iluminação: Fernanda Paquelet
Maquiagem: Marie Thauront