Yamí (ou “noite”, em Tupi) Solidária é o encontro de muitas iniciativas. É também, enquanto encontro, um momento, dentre tantos, de afirmação dos Povos Indígenas no Ceará.
Realizada pela Associação das Comunidades dos Índios Tapeba/ACITA, Associação para o Desenvolvimento Local Co-Produzido/ADELCO e Fundação Abbé Pierre/FAP, a idéia do evento nasceu como reverberação de dois movimentos: a vinda para o Brasil da Missão Francesa composta pela Fundação Abbé Pierre e a resistência ao processo de criminalização dos movimentos sociais – dentre os quais o movimento indígena.
Tendo em vista a situação atual vivenciada pelos Povos Indígenas do Ceará, marcada por retrocessos nos seus direitos à terra pela violência, descaso e repressão estatal, o evento acontece como uma oportunidade de reforçar a solidariedade dos dois países, Brasil-França, e em especial da cidade de Fortaleza, a esses Povos.
Nesse sentido, o público presente ao Jardim do Theatro José de Alencar poderá assistir às
crianças Tremembé, que apresentarão “a dança do caçador”, e poderão vivenciar com os
Tapeba o seu ritual do Toré.
Compartilhará também do
Prêmio Xuatê da Solidariedade, a ser entregue a cinco pessoas e/ou entidades que se destacam pela sua contribuição na luta pelos direitos dos Povos Indígenas no Ceará.
Desfrutará ainda da música das cantoras e compositoras
Gigi Castro e
Marta Aurélia. O show traz dois formatos musicais: o momento próprio de cada uma e o encontro das duas artistas, que é também a afirmação de uma parceria que data de mais duas décadas, nomeada
Paredemeia.
No primeiro momento,
Gigi Castro & Seus Heróis (Erasmo Lousada no contrabaixo, rodrigo oliveira na percussão e Wilker D’Ângelo na bateria – com a participação de Tauí Castro no pandeiro) apresentam parte do repertório do trabalho que o grupo realiza desde 2006, o show “distraíd@s venceremos”. Nele releituras que incluem “Clube da Esquina” (Milton Nascimento e Lô Borges), alguns afrosambas (de Vínicius de Morais e Baden Powel) e clássicos da MPB (“Volta por Cima” e “Águas de Março”) – além de composições da cantora feitas sobre poemas do poeta curitibano Paulo Leminski. Destaca-se a inédita canção “Yamí Solidária”, parceria com Soraya Vanini e Marta Aurélia, que inicia o show.
Característica desse espetáculo, as poesias que entremeiam algumas canções serão compartilhadas com a participação muito especial da atriz
Juliana Carvalho.
Marta Aurélia encerra a Yamí Solidária rodeada pelos músicos Jorge Santa Rosa (contrabaixo), rodrigo de oliveira (percussão e voz), Felipe Breier (violão e voz), Erivan Sales (beat-box) e Robson (beat-box). No repertório, canções autorais que fazem parte de seu CD “Síntese” (“Rastro”, “Íntima”, “Harbans”, “Sincronicidade”) e outras novas canções autorais (“Ele queria ser santo” e “Bilro”), de compositores como Paulinho Moska (“Não deveria se chamar amor”), Fernando Néri e Eurico Bivar (“Sax Blues”), Bebel Gilberto (“Bring back the Love”), Edson Menezes e Alberto Paz (“Deixa isso pra lá”, sucesso com Jair Rodrigues), Abidoral Jamacaru e Tiago Araripe (“Oxum”), Pedro Luis (“Cidade em Movimento”) e o galego Xoán Curiel (“A Chia”).
Um momento especial do show é quando a cantora faz uma mediação entre a canção indígena e o hip hop trazendo ao palco “Ô-îandê”, canto tradicional dos indígenas cearenses, acompanhado do beat box (batida percussiva com a boca), característica do canto dos
rappers.
Yamí Solidária
dia 07 de Maio (qui), a partir das 18h
no Jardim do Theatro José de Alencar (centro de Fortaleza)
info: (85)3264-4492 (organização) e 3101-2566 (Theatro José de Alencar) ou 8815-4224 (Gigi Castro) e 8818-2847 (Marta Aurélia)
entrada franca