O disco traz seis novas canções, além de quatro faixas do EP anterior, e consolida o trabalho da banda na cena musical da cidade.
Os primeiros acordes do novo trabalho do grupo fazem uma fusão contemporânea de MPB, música pop e rock. O Disco foi lançado em Novembro de 2008, no MIS - useu da Imagem e do Som, especialmente importante para a banda, por ser uma espécie de reduto da memória audiovisual da cidade.
Dentre as participações no CD, destaca-se a presença do músico A. Pessoa Bob, do grupo Argonautas. Bob contribuiu com uma seqüência de acordeon na música A Fuga - uma das novas canções do grupo. O instrumento, pouco comum às bandas de música pop, acrescenta uma sonoridade a mais à banda.
Novamente a banda aposta na apresentação visual do trabalho e foge das convencionais caixas de CD. Desta vez, uma embalagem de papel com gravuras em nanquim aguado, inspiradas em padrões de frisos e azulejos do Brasil colonial, incorpora requinte ao produto.
MAIS SOBRE A ENCARNE
A música da Encarne sintoniza a suavidade e elegância do piano com a sonoridade mais pesada do trio baixo/bateria/guitarra. O resultado é uma música sofisticada e com identidade própria, que se destaca pela textura sonora apurada.
A vocalista Andréa Piol, que também é atriz, traz suas referências teatrais para o palco. A cantora prende ouvidos e olhos durante toda a apresentação, que começa meio tímida para, em seguida, arrebatar a platéia. Gustavo Portela é o responsável pela sonoridade do baixo e da guitarra, fazendo uma dobradinha com Aldenor Paiva, que alterna os papéis de tecladista, guitarrista e baixista. As composições são assinadas pelos dois. Para os arranjos finais apresentados em envolventes performances, faz-se necessária a bateria de Victor Bluhm.
O disco faixa a faixa. O segundo EP da Encarne é um registro de músicas já conhecidas do público, mas também de trabalhos novos. Uma das novidades é a faixa Croma a ti, ismo, que é instrumental. O trabalho traz ainda A Fuga, canção executada em versão acústica; Espera aí, que oscila de momentos tensos de piano, bateria e baixo para uma bossa tranqüila; Gente Velha, uma balada com sonoridade e arranjos experimentais; Eu, um samba que virou lounge, com direito a distorção na bateria e piano; e Mesmo Calado, um baião invertido com jazzeado instrumental.
Banda Encarne lança novo disco
info: (85)8872-6197 (Kerla Alencar) ou
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